sábado, 20 de março de 2010

A defesa do nosso produto.

A vida custa a todos! A uns mais a outros menos.
Cada um de nós tem mais ou menos dificuldades, para conseguir obter os bens e serviços que “necessita” para tocar a vida para a frente.
Grande maioria das vezes, quando é necessário adquirir algo, seja um bem ou serviço de primeira necessidade, ou alguma coisa superfula, o primeiro e único factor que é tomado em linha de conta é o preço. Poucas são as pessoas que preferem a qualidade em detrimento do preço. A qualidade é importante, mas o preço é mais!
Nem tudo o que é mais caro é melhor, mas muitas vezes o preço também faz a diferença.
Como é lógico e compreensivel, as dificuldades financeiras fazem com que este factor, seja o mais importante. O que não me parece correcto, é quem tem menos possibilidades financeiras, querer viver ao mesmo “nível” daqueles que não precisam de contar os trocados para adquirirem o que lhes apetece.
Este comportamento, faz com que quem tem menos possibilidades, na maioria dos casos, para poder chegar aos bens mais caros, tenha duas possibilidades: - compra e não paga! – ou adquire produtos contrafeitos ou vendidos de forma ilegal!
A pratica desta atitude é um roubo! Todos perdem com os roubos! Perdem os que são directamente atingidos, aqueles que tem uma marca que por si só representa um certificado de qualidade, e perdemos todos, porque os impostos que deveriam ser pagos não o são.
A nossa cultura, tem em minha opinião um defeito, que tento combater.
“Se fulano fez, porque é que eu não posso fazer também!” É este tipo de pensamento que não nos faz passar da “cêpa torta”. Lá porque o vizinho me roubou, eu não tenho que o roubar também. Quando se compra algo, e especialmente o que é mais caro, se o vendedor apresentar dois preços, um com factura outro sem, a grande maioria das pessoas acaba por decidir pelo preço sem factura. Esquecendo completamente que com essa atitude, se está a prejudicar, não no imediato, porque pagou menos, mas no médio e longo prazo. Se todos roubarmos o estado, como é que o estado nos pode oferecer bens e serviços de melhor qualidade.
Conversa da treta, dizem alguns! Pois que digam! As melhores condições de vida dos países do norte da Europa, Suécia, Dinamarca, Noruega… foram alcançadas porque a cultura dos povos do norte é bem diferente da nossa. A cultura “Latina” é egoísta, só pensa no presente, esquecendo que o presente é só um instante!
Uma das grandes contribuições que a nossa sociedade tem dado para a subida do desemprego, e mesmo para a redução do preço da mão de obra, tem a ver com a facto de se procurar o que é mais barato.
Quando vão comprar ao “chinês”, não vão comprar qualidade, vão comprar barato. O chinês, é barato porque a mão de obra na china é escrava, trabalham 45 dias seguidos com um dia de folga, 12 horas por dia! Coisa que por aqui ninguém está disposta (ainda bem). Quando se adquirem estes produtos, quem o faz está a prejudicar toda a nossa economia, além de não serem fabricados cá, sem mão de obra portuguesa, são fabricados sem condições de segurança ou qualidade, mas pelos visto ninguém se importa com isso! O mais grave ainda é que os empresários chineses por cá estão isentos de pagar impostos durante cinco anos. Concorrência desleal!
Enquanto nós não dermos preferência ao que produzimos cá dentro, enquanto não escolhermos o que é manufacurado com a nossa mão de obra, não vamos obter melhores condições. O dinheiro em vez de ser distribuído cá dentro, em vez de pagar os salários dos empregados portugueses, vai encher os bolsos dos empresários de outros países, que enriquecem á conta da escravidão que praticam nas suas próprias empresas.
Quanto mais consumirmos do exterior, menos possibilidades temos de reivindicar melhores salários e melhores condições laborais. Por inveja, a grande maioria, da nossa população prefere encher os bolsos dos chineses, para eles poderem gastar no casino, a encher os bolsos a um qualquer concidadão que tenha um empresa prospera. Se for um português, é um gatuno, mesmo que pague os seus impostos, e que tenha os ordenados em dia. Se for um chinês, é um lutador, vêm de tão longe, falar um língua tão estranha, só dificuldades!!!
Vamos acordar, reflectir, e defender o que é nosso! Os nossos produtos, a nossa mão de obra, o nosso clima…, vamos fazer com que todos tenhamos melhores condições.
Vamos ser menos egoístas!

3 comentários:

  1. O que mais me custa ouvir é toda a gente refilar e tentar fugir aos impostos que tem de pagar e depois queixar-se das condições que o Estado tem para oferecer. Um dia destes a minha filha disse-me que estavam a pedir 10€ na escola para pintá-la por dentro. De início fiquei chocada, então para que serve o dinheiro que gastamos em impostos? Mas depois li a mensagem da escola, que pedia um donativo até 5€ para pintarem a escola por dentro, porque já tinham pintado por fora e substituído o mobiliário e já não tinham verba suficiente. Lembrei-me da reunião com a professora no início do ano lectivo, em que ela se queixava que não tinham sequer direito a tirar todas as fotocópias que precisavam e que muitas vezes gastavam do seu bolso quando queriam fazer algo mais criativo para motivar os miúdos. Pensei que a quantia não me faria falta e se todos contribuissem o valor já seria suficiente para os garotos terem melhores condições de aprendizagem. Noutra reunião da escola o director falava da falta de meios com que lutavam todos os dias e como tinham de ter imaginação para tentar angariar alguma receita própria que pudesse fazer a diferença pela positiva. Sei que as verbas são sempre limitadas e que cada vez chegam para fazer menos coisas, e aqueles que as têm de gerir na maior prate das vezes não são os responsáveis pela sua exiguidade, mas têm de lhe dar a melhor aplicação possível. Aqueles que podem contribuir, mesmo com pouco, por ventura não custa assim tanto e pode fazer uma grande diferença na melhoria das condições de todos.

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  3. Concordo com quase tudo. Quanto aos chineses não creio que eles sejam concorrência directa dos portugueses a não ser dos tais que vendem os tais produtos de contrafacção. Gosto do restaurante chinês da minha zona. Gosto do cinema chinês, adoro a Gong Li e a Zhen Zihi. Todos temos de sobreviver. Nós à nossa maneira e eles à sua.
    Quando à fuga ao fisco e à falta de ética dos chico-espertos portugueses não podia estar mais de acordo. São os portugueses mal formados que estão a prejudicar o país, em 1º lugar. Depois veêm as pessoas mal formadas do resto do mundo. Essa deveria ser a distinção a fazer.
    Um beijinhos.

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